A síndrome da bexiga hiperativa ou síndrome de urgência-freqüência caracteriza-se pela presença de urgência miccional, com ou sem urge-incontinência (urgência + perda involuntária de urina), usualmente acompanhada de noctúria (micção norturna de forma voluntária) e aumento da freqüência urinária, na ausência de fatores infecciosos, metabólicos ou locais.Ela se da por contração involuntária do músculo da bexiga, durante seu enchimento com urina.

Quando não tem causa definida, chama-se bexiga hiperativa idiopática. Quando é resultado de doença neurológica, como AVE, Alzheimer, Parkinson e traumatismo raquimedular, é chamada de bexiga hiperativa neurogênica.

Os sintomas são principalmente urgência, que é a necessidade súbita de ir ao banheiro e por vezes acompanhada de dor; frequência aumentada, mais de 8 vezes ao dia; e a incontinência de urgência, a que é a necessidade súbita de ir ao banheiro, seguida de perda de urina.

Suas causas conhecidas são diversas:

• Hipersensibilidade dos neurotransmissores, com resposta exacerbada ao detrusor (músculo da bexiga).
• Diminuição do controle inibitório do Sistema Nervoso Central (SNC).
• No homem, pode ocorrer devido ao aumento da próstata, radioterapia da próstata.
• Em idosos, a causa geralmente é neurológica.
• Em pacientes com AVE, traumatismo craniano ou raquimedular.

A Síndrome da Bexiga Hiperativa tem impacto social muito importante, com comprometimento físico, social e psicológico. A qualidade de vida é extremamente afetada e por isso é importante o tratamento precoce.

É importante procurar um médico urologista para que o diagnóstico seja confirmado.

O tratamento geralmente é medicamentoso associado à fisioterapia uroginecológica.

A fisioterapia reabilita o assoalho pélvico com auxílio de uma aparelho chamado biofeedback. Também se emprega a eletroestimulação que pode ser endocavitária (pela vagina) ou através da estimulação do nervo tibial posterior (atrás do calcanhar). Depois disso, caso haja persitência dos sintomas, uma terapia promissora é a injeção de toxina bolutínica (Botox), na bexiga, para inibir a hiperatividade.

Por: Fisioterapeuta Tamires Borges