Esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC) e sem causa específica. Acredita-se que resulte do ataque do sistema imunológico ao sistema nervoso, classificando-a como uma doença autoimune.

A EM é denominada como desmielinizante, pois lesa o que chamamos de bainha de mielina, um complexo lipoproteico que envolve os axônios (fibras nervosas) e permite que os impulsos sejam transmitidos rapidamente.

A perda da mielina interfere na transmissão destes impulsos, diminuindo sua velocidade, e por conseqüência produzindo sintomas, tais como: alteração de sensibilidade, problemas visuais, franqueza muscular, depressão, fadiga, parestesia, dificuldades de fala, coordenação, equilíbrio, entre outros.

É fundamental que os pacientes com diagnóstico de EM mantenham uma atividade física regular, valorizando as manifestações clínicas, individualizando e direcionando o tratamento para cada paciente, prevenindo a exacerbação dos sintomas e fadiga.
Tratando-se de uma doença que potencialmente afeta várias funções neurológicas, a reabilitação para pacientes com Esclerose Múltipla, geralmente, é feita junto a uma equipe multidisciplinar, constituída por: médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista, educador físico e assistente social.
O fisioterapeuta tem como objetivos: manter ou aumentar as atividades funcionais; aumentar a força muscular e alongamento; diminuir o quadro álgico; promover melhora na qualidade de vida; orientar e prevenir posturas incorretas; adaptações para facilitar as atividades de vida diária (cozinhar, lavar louça, dirigir, etc).
Os recursos que podem ser utilizados na fisioterapia para pacientes com EM são bastante variados, como: Cinesioterapia, Eletroterapia, Crioterapia, Massoterapia e Hidroterapia. Cabe ao fisioterapeuta fazer uma boa avaliação funcional de cada paciente e a partir daí traçar seu plano de tratamento.

Por: Tamires Borges
Fisioterapeuta