Para bilhões de pessoas ao redor do mundo, incontinência urinária não é só um problema médico, ela também afeta o bem estar emocional, psicológico e social. Muitas pessoas têm medo de participar de atividades normais do cotidiano que os levem muito longe do toalete.
Segundo a Sociedade Internacional de Continência, a incontinência urinária é definida como a perda involuntária de urina, que em geral ocorre insidiosa e progressivamente. É um problema que pode atingir ambos os sexos, todas as idades e camadas sociais e representa um problema social e de higiene.Estima-se que 30% a 60% das mulheres no período pós-menopausa possam ter incontinência urinária, por diminuição da elasticidade dos tecidos da uretra, provocados por queda no nível do estrogênio (hormônio feminino produzido pelos ovários).
TRATAMENTO:
A incontinência urinária é tratável e geralmente não requer cirurgia. As formas de tratamento podem variar no grau invasividade, desde uma simples mudança nos hábitos até cirurgias complexas.
Dependendo do caso, pode ser prescrito medicamentos para relaxar a musculatura da bexiga (diminuir a hiperatividade) ou para aumentar o tonus dos esfíncteres; ou pode ser recomendada a cirurgia individualizada e realizada para cada caso específico. Porém, a realização de uma cirurgia não adequada pode piorar o problema. Por isso, é importante que analise a possibilidade com muita cautela.
O método PILATES, entre vários benefícios, também apresenta melhoras neste quadro, já que envolve a estimulação constante dos músculos do assoalho pélvico como parte da base dos exercícios, aumentando a força e a elasticidade muscular da região. Muitos dos exercícios visam fortalecer o esfíncter uretral para diminuir as perdas de urina. Além de estimular a percepção corporal, ajuste postural e melhora do padrão respiratório.